segunda-feira, março 27, 2006

Saudades de mim


Ai que saudades de mim
De me sentir em mim,
Autêntica e inteira,
Personificada

Que saudades de me enganar no caminho
E ser esse o meu destino
Ou talvez não

Saudades de me perder nas ruas
E me encontrar na esquina
De um sentimento qualquer
A fazer contas à vida
Sem me aperceber
Que há tanto que ainda quero viver

Mas aos pedaços eu não me encontro
Se memórias bafientas e vozes abafadas
Me deixam desarticulada
Por isso bato a porta aos fantasmas
Bato a porta e apago a luz
Hoje fico só comigo

É como romper a bolha que me envolve
E respirar de novo
Emergir à superfície de um sonho escuro
Tocar-me e ser eu
Ainda eu, apesar de tudo

Que saudades de mim...

4 comentários:

_Bismark_ disse...

Lindo...:D
saudades de me perder em conversas e do nada encontrar o tudo...:)
jokas....(tou na aula de dip :P)

El Guerrilhero!! disse...

Eu não sei de quem é o poema,, mas espero que não seja do Pessoa!!!!! Eu passo-me com este gajo LOLLOL
Realmente são tantas as facetas que temos de ter no nosso dia a dia que por vezes nos esquecemos daquela que é a nossa verdadeira face…. E este sentimento de saudade é uma espere de grito de revolva por termos de ser assim, por termos de utilizar vários disfarces e ocultar o nosso verdadeiro Sever….
Saudades tenho eu de falar contigo!!! Há sempre um contratempo qualquer!!! LOLLOL


Jinho grande Sammy!!!!


Marquês was here!!!

Bernardo disse...

Ain't no sunshine - Bill Withers

Ain't no sunshine when she's gone.
It's not warm when she's away.
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone too long anytime she goes away.

Wonder this time where she's gone,
Wonder if she's gone to stay
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home anytime she goes away.

And I know, I know, I know, I know, I know,
I know, I know, I know, I know, I know, I know, I know,
I know, I know, I know, I know, I know, I know,
I know, I know, I know, I know, I know, I know, I know, I know

Hey, I ought to leave the young thing alone,
But ain't no sunshine when she's gone, only darkness everyday.
Ain't no sunshine when she's gone,
And this house just ain't no home anytime she goes away.

Anytime she goes away.
Anytime she goes away.
Anytime she goes away.
Anytime she goes away.

No_Nickname disse...

O meu mar está bravo
Por isso embarco no meu barco de casca de noz
E velejo, velejo até às águas calmas do rio
Da minha cidade…

Um ventinho maneirinho assobia
E banha as águas do rio
Um cão late, mas
Não é capaz de cortar o amor do vento a namorar o rio…

Sabe tão bem estar aqui sentada a vislumbrar esta tarde
Que se faz noite, este verde pardo
Que contrasta com o negro da minha alma…

Não há paz maior que a paz da nossa alma
Tenho sede dessa paz
E venho beber a estas águas, a este vento, a estas árvores
O lenitivo para o que sinto

Fecho os olhos, abstraio-me de mim e tento tornar-me leve, leve,
Leve… ao ponto de me poder tornar tão etérea quanto o vento

A rocha onde estou sentada a cama mais fofa,
Porque parte de calma que anseio

É tão reconfortante estar aqui, poder sentir eu e eu numa individualidade única…

Aqui tudo faz sentido porque não há sentido,
Porque o sentido não importa,
Porque tudo está e faz parte do seu próprio papel.

E como gostava de ficar sempre aqui,
Como gostava de me tornar vento e voar
Como gostava de me libertar
De mim mesma

Como gostava de me encontrar..




Quantas e quantas xs queremos encontrar X, Y e Z e esquecemo-nos que o mais importante e essencial é encontrarmo-nos a NÓS MESMOS, tarefa que à partida é tão fácil,mas que se torna uma mais hercúleas da nossa existência...